Área comum é tudo aquilo que pertence ao condomínio como um todo, e não a uma unidade específica: elevador, portão, bombas d’água, salão de festas, playground, hall de entrada, entre outros espaços de uso coletivo. Como esses itens são usados por todos os moradores, um problema neles afeta a rotina do prédio inteiro, e é aí que entra o seguro de condomínio, ampliando a proteção além do que a lei exige como mínimo.
Por que as áreas comuns precisam de atenção própria
Diferentemente do seguro residencial de uma unidade específica, que protege o que está dentro de um apartamento, a apólice de condomínio trata do edifício como conjunto e de tudo que é de uso coletivo. Isso inclui tanto a estrutura física, como paredes, teto e fachada, quanto os equipamentos que fazem o prédio funcionar no dia a dia, dos quais os moradores dependem sem necessariamente perceber.
A composição exata da cobertura depende da apólice contratada pela assembleia, mas alguns itens costumam aparecer com frequência entre os condomínios que buscam uma proteção mais completa do que apenas o seguro obrigatório contra incêndio previsto em lei.
Vale lembrar que a apólice de condomínio é contratada em nome do condomínio como pessoa jurídica, e não de cada morador individualmente. Por isso, a decisão sobre quais áreas comuns entram na cobertura, e com qual limite de indenização, passa pela assembleia, que é quem aprova o orçamento destinado ao seguro a cada renovação.
Elevador, portão e bombas: os equipamentos que mantêm o prédio funcionando
O elevador é um dos equipamentos mais críticos de um condomínio vertical, e também um dos que mais geram transtorno quando para de funcionar. Dependendo da apólice contratada, a cobertura pode incluir danos ao equipamento decorrentes de eventos como incêndio, curto-circuito ou outros sinistros previstos no contrato. Manutenção preventiva e desgaste natural do uso, no entanto, costumam ficar fora do escopo do seguro, já que são tratados como parte da manutenção regular do condomínio, não como sinistro.
Portões eletrônicos, cancelas e sistemas de controle de acesso também podem ser protegidos, dependendo da apólice contratada, contra danos causados por eventos como descarga elétrica, curto-circuito ou impacto acidental. Como esses sistemas envolvem segurança do prédio, mantê-los em funcionamento é uma prioridade prática para qualquer síndico, e a cobertura de seguro ajuda a reduzir o tempo de resposta a um imprevisto.
As bombas responsáveis por levar água até as unidades ou por drenagem também costumam poder ser incluídas na apólice, cobrindo danos decorrentes de eventos como curto-circuito ou queima do motor por variação de tensão, conforme as condições contratadas. Como a falta de água afeta diretamente todos os moradores, essa é uma cobertura relevante para condomínios que já enfrentaram esse tipo de problema no passado.
Salão de festas e playground: áreas de lazer e convivência
Espaços de uso coletivo, como salão de festas, espaço gourmet e academia do condomínio, também podem estar incluídos na apólice, protegendo tanto a estrutura quanto, dependendo do plano, os equipamentos e mobiliário desses ambientes contra eventos como incêndio e danos elétricos.
Áreas de playground reúnem um risco específico: são espaços de uso infantil, o que aumenta a atenção sobre segurança e conservação dos brinquedos. A cobertura patrimonial do seguro trata de danos à estrutura física do espaço, mas o ponto mais relevante em relação ao playground costuma ser a cobertura de responsabilidade civil, tratada a seguir, já que um acidente com uma criança nessa área pode gerar reivindicação de indenização à administração do condomínio.
Responsabilidade civil do condomínio
A cobertura de responsabilidade civil é diferente das anteriores: ela não indeniza um dano à estrutura do prédio, mas sim um prejuízo causado a terceiros pelo qual o condomínio pode ser responsabilizado. Alguns exemplos de situação em que essa cobertura costuma ser acionada:
- Uma pessoa se machuca em uma área comum mal conservada, como um piso escorregadio sem sinalização adequada.
- Um objeto cai de uma área comum e causa dano a um veículo ou a uma pessoa que passava pelo local.
- Um vazamento originado em tubulação de responsabilidade do condomínio causa dano a uma unidade específica.
Essa cobertura costuma ser um dos pontos mais valorizados por síndicos experientes, já que a exposição do condomínio a reivindicações desse tipo tende a crescer conforme o número de moradores e visitantes que circulam pelas áreas comuns ao longo do tempo. Condomínios com academia, piscina ou salão de jogos costumam dar atenção redobrada a essa cobertura, já que esses espaços concentram um fluxo maior de pessoas e, por consequência, um risco maior de acidente.
O que verificar na apólice do seu condomínio
Antes de assumir que todas as áreas comuns estão protegidas, vale conferir na apólice atual:
- Se elevador, bombas e portões estão especificamente incluídos, ou se a cobertura se limita à estrutura do prédio.
- O limite de indenização para cada item, e se ele é compatível com o custo de reposição atual desses equipamentos.
- Se existe cobertura de responsabilidade civil, e qual o limite contratado para esse tipo de sinistro.
- Se áreas de lazer, como salão de festas e playground, estão mencionadas explicitamente nas condições gerais da apólice.
Analise a apólice do seu condomínio com a Corsego
Cada condomínio tem uma composição diferente de áreas comuns, e a apólice ideal reflete isso. A Corsego pode analisar o que a apólice atual do seu condomínio cobre e apresentar propostas das seguradoras parceiras para ampliar a proteção onde fizer sentido, sem pagar por coberturas de que o prédio não precisa.